Quando me mudei para Mainz, em dezembro de 2009  e vi o rio Reno pela primeira vez, soube que seria fácil me apaixonar pela minha nova cidade. No entanto, eu não esperava que aquela linda e simpática cidade universitária fosse fazer eu descobrir uma nova paixão: bicicletas.
Minha primeira magrela foi adquirida no comecinho da primavera de 2010. Ganhei de presente uma velhinha, porém digna e criei um laço sentimental muito grande com ela. E lá em Mainz, pedalando à margens do rio Reno, vivi momentos únicos e de muita diversão.
Quando voltei para o Brasil em 2011, senti muita saudade de pedalar, mas sabia que na cidade imensa onde morava, sem ciclovías, seria impossível continuar. Tanto pela falta de vías adequadas, quanto pelo medo de ter a bicicleta roubada. Mas para a minha surpresa, acabei descobrindo um grupo, Bike night, que se reunia uma vez por semana e saia pedalando pela cidade, cumprindo trajetos de até 20 quilômetros. Me juntei ao grupo algumas vezes, onde eu alugava a bicileta, e assim pude vivenciar o prazer de pedalar novamente, mesmo correndo todo o risco que uma cidade grande e sem infraesturtura para essa prática me oferecia.

Mais que saúde e rapidez

De volta à Alemanha,agora em outra cidade universitária, Tübingen, a bicileta voltou definitivamente a fazer parte do meu cotidiano. Quando a uso, me sinto livre de coisas ruins que acontecem ao meu redor, do estresse do trabalho, dos problemas pendentes. Sou só eu e a bike. É um sentimento que eu não consigo ter em nenhum outro lugar. Posso dizer que minha bicicleta é grande parte da minha vida. É o meu transporte para o trabalho, é ela que me faz chegar mais rápido e flexívelmente do que qualquer outro meio de transporte. Vou relaxada, sentindo meu corpo ser trabalhado, sem prejudicar o meio ambiente e ainda contribuo para minha saúde. Não, eu não sou uma ciclista profissional. Pelado mais por diversão, pelo prazer de estar em movimento e por todas as vantagens que a bicicleta me traz.
Amélie, nova paixão
Depois de meses pesquisando sobre os vários modelos de bicleta e o que combinaria mais com o meu estilo, caí de joelhos pela bicicleta urbana da marca Pegasus, modelo 1949. Atraída por sua cor e pelo seu aspecto vintage eu soube imediatamente que ela seria minha nova parceira! A Amélie, como eu a chamo, é confortável, super estável e o seu look retrô já atraiu muitos elogios. Apesar de ser uma bicicleta urbana, já me arrisquei com ela na floresta, pedalando por vários quilômetros e não fiquei decepcionada.
Aqui na Alemanha, andar de bicileta é super normal. Pessoas pedalam para o trabalho, mães carregam os filhos para a creche, estudantes pedalam para a universidade.
A bicicleta é o meio de transporte mais comum e conveniente para se deslocar de um ponto A para um ponto B. Eu considero que a bike faz parte da cultura do povo daqui e morar em uma país tão “bike-friendly” como a Alemanha é para mim, um grande privilégio!